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Domenico de Masi
Domenico de Masi

De Masi nasceu em Rotello, na província de Campobasso, no sul da Itália, no dia 1º de fevereiro de 1938. Viveu em três cidades diferentes: Nápoles, Roma e Milão. Viajou muito.

Para usar uma expressão adequada ao mundo cadenciado da escola, pode-se dizer que ele sempre foi “adiantado em um ano”. Tanto no sentido metafórico, porque nutre um interesse obstinado pelo futuro, como no sentido literal, porque pulou alguns anos do curso primário e continuou a queimar quase todas as etapas clássicas.

Aos dezenove anos, já publicava, na revista Nord e Sud, ensaios de Sociologia Urbana e do Trabalho. Com vinte e dois ensinava na Universidade de Nápoles. E depois, por mais de trinta anos, desenvolveu uma atividade frenética.

Com sua primeira mulher teve duas filhas, que criou durante alguns anos como “pai solteiro”. É apaixonado pela estética, por decoração e até pelos vários tipos de rendas e – acreditem – cuida da casa quase tanto quanto sua atual mulher.

Quando começou a encontrar-se com Serena Palieri para escrever O Ócio Criativo, sua agenda anual acumulava uma multiplicidade de tarefas: professor de Sociologia do Trabalho na Universidade La Sapienza de Roma, diretor da S3. Studium, a escola de especialização em ciências organizacionais que fundou, editor de uma coleção publicada pela Franco Angeli e de uma outra para a Edizioni Olivares, consultor de formação em administração, assessor cultural da Prefeitura de Ravello (a cidadezinha da costa amalfitana onde passa os meses de verão), além de autor de inúmeros artigos para revistas e jornais e, periodicamente, escritor de alguns livros. Durante a semana, dava regularmente suas aulas na universidade e muitas vezes viajava para outras cidades.

Já na escala cotidiana, chegava a ter cinco ou seis compromissos por dia. E como a tudo isso se somavam o estudo e a diversão, o seu dia acabava quase sempre durando vinte horas. Isto porque De Masi pertence àquele tipo de pessoa que dorme três-quatro horas por noite.

Onde fica “o ócio”, então?

Vamos observar a trajetória do professor: ele simplesmente passou do frenético ao humano.

Daqueles dez mil prazos e compromissos a cumprir, quantos sobraram hoje? A carga horária fixa das aulas na universidade e, ao longo da semana, uma reunião com os estudantes que estão para se formar, uma outra na S3, uma para a redação da nova revista Next, que ele dirige, um almoço na Aspen, um convênio sobre mobbling, uma entrevista a ser dada a algum jornal ou estação de rádio, alguns jantares com os amigos e o fim de semana dedicado ao cinema ou para uma fugida até Ravello, onde agora, fortalecido pelo título de cidadão honorário adquirido neste meio tempo, em vez de organizar concertos, como fazia há cinco anos, limita-se escutá-los.

Como sociólogo que estuda a organização social do trabalho, ele “otimizou” as suas condições logísticas. O edifício no qual mora e trabalha no Corso Vittorio Emanuele se tornou seu quartel general. No quinto andar encontra-se sua casa: é alugada, mas tem uma vista sobre os telhados mais lindos de Roma. Num apartamento dois andares abaixo’, a escola S3 estabeleceu a sua sede. E isto, ele explica, acabou com a perda de tempo e dinheiro necessários aos deslocamentos entre a casa e o escritório.

Uma outra novidade: decidiu passar a “exportar”as suas idéias, no lugar do seu corpo físico: em vez de continuar a girar pela Itália como um pião, recorre sempre com maior freqüência a teleconferências, escreve artigos ou livros em seu apartamento ou em Ravello.

De Masi conquistou condições de trabalho privilegiadas? Se deixarmos predominar o mesquinho sentimento da inveja, diremos que sim. Mas, para dizer a verdade, ele prova in corpore vili o que como sociólogo propõe como receita social: uma forma de teletrabalho feito em casa ou de qualquer lugar, descentralizado do escritório.

Continua a ir dormir às três e meia ou quatro da manhã, depois de ter lido, escrito e limpado o correio eletrônico, e continua a acordar às sete e quinze, quando começa Prima pagina, uma transmissão radiofônica que segue assiduamente para evitar a leitura dos jornais. Mas adicionou algum repouso diurno, em doses homeopáticas: meia hora depois do almoço, e quinze minutos antes do jantar.

De Masi admite que adoeceu de hiperatividade: “Não conseguia dizer não a nenhum compromisso”, observa. Admite que, subjetivamente, sua reflexão sobre o “ócio criativo” brotou como uma reação a toda aquela overdose. Assim como –num sentido objetivo – ela nasceu da constatação direta dos infinitos absurdos organizacionais que angustiam o trabalho nas empresas.

O "ócio" que De Masi prega não equivale à indolência (sobre o seu ambivalente prazer escreveu Roland Barthes com tanta sabedoria). E ainda hoje, se lhe perguntamos se nunca vadiou, jogando tempo fora, o seu “não” é acompanhado de um pulo da cadeira.

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